quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Eu definitivamente não entendo o que acontece no coração dos apaixonados. Quando se conhecem ficam deslumbrados, constroem castelos de sonhos e em poucos dias percebem que os mesmos foram construídos com compensado que logo desaba e transforma tudo em um montueiro de lixo.
Mas não o bastante para se colocar um fim no relacionamento. Pondera-se os pontos positivos, entre eles a diminuição da sensação de solidão e da possibilidade de preocupar-se com alguém que não seja a si próprio (preocupar-se apenas consigo leva qualquer perfeccionista à loucura).
Então, vai-se levando, com a sincera consciência, muitas vezes não declaradas, de que poderia ficar muito bem sozinho novamente, ou que poderia encontrar alguém mais interessante. Por outro lado, faz de tudo para que a pessoa se sinta valorizada, acalentada, protelando suas decisões mais abruptas.
Um dia, antes mesmo de se conhecerem a fundo, descobre que a outra pessoa pensa bem menos em você do que você mesmo imaginava. Decide então estabelecer o fim, evitando que isso se torne um mar de cobranças.
Novamente sozinho, pensa na grandeza de estar novamente livre, de viver as próprias vontades para programar os próximos dias, de conhecer pessoas novas e de se permitir ser feliz novamente.
E quando bate a noite, sente falta dos problemas, das programações que teve que participar, da pessoa que a pouco desejou não ver mais. Fica então indeciso do que sente. Bate uma leve certeza que se estiver junto novamente, não vai ser feliz e que permanecer sozinho também não o fará feliz.
É, que venha o tempo!

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